Volta ao passado? Menos, torcida tricolor

Colunista Maximilian Pimenta contesta campanha por volta de Fernando Diniz

Prezados amigos tricolores.

.rFOTO: LUCAS MERÇON / FLUMINENSE F.C)

Após mais uma humilhação passada pelo Fluminense no último domingo, entrei nas redes sociais e vi, entre comentaristas e uma boa parcela da torcida, uma campanha para que Oswaldo de Oliveira seja demitido e Fernando Diniz, seu antecessor, seja imediatamente recontratado. Meus caros, por favor, nem tanto ao mar, nem tanto à terra. Concordo que o atual treinador, há alguns anos, não vem justificando o seu currículo de campeão mundial, brasileiro, estaduais… Agora, querer o retorno de um profissional que, até o momento na carreira, não apresentou um trabalho consistente, vencedor?

O ápice da carreira de Fernando Diniz foi em 2016 com o Audax, quando disputou a final do Campeonato Paulista, a qual acabou sendo derrotado pelo Santos. De lá para cá, amigos, qual grande resultado ele apresentou? Para quem não se lembra, no ano passado, deixou o Athlético-PR considerado, na ocasião, o pior treinador da história do Furacão e, na passagem pelo Fluminense, apesar de algumas partidas com um futebol considerado bem jogado (questiono alguns pontos, mas respeito as diversas opiniões), foi um dos responsáveis para o Tricolor estar nessa situação de, pelo quinto ano consecutivo, brigar para escapar do rebaixamento.

Os defensores da recontratação de Diniz pode até dizer que ele não tem culpa de trabalhar com um elenco limitado. Esse é mais um ponto pelo qual acredito que o Flu deva buscar outra solução. Um treinador preparado, tarimbado, arma as suas equipes de acordo com o material que lhe é oferecido. Como querer implantar um sistema de toque de bola tendo atletas do “quilate” de Digão, Frazan, Gilberto, Aírton, Yuri?

Na minha modesta sugestão, dentro do que temos, o sistema é o 3-5-2 e Allan, Caio Henrique e Ganso no meio, o tal do Orinho em uma ala e até o Gilberto, que apresentou suas melhores atuações quando o então técnico Avel Braga jogou dessa maneira. Já o ataque, diante da nítida má vontade do Yony Gonzalez, optaria por Wellington Nem ou Marcos Paulo ao lado do João Pedro.

(Foto: Globoesporte)

Enfim, é só uma sugestão. O que estou querendo mostrar é que o Fernando Diniz ainda não atingiu um padrão de top para virar um brado retumbante. Não sou a favor de manter o Oswaldo, especialmente depois da apática postura mostrada nos 3 a 0 sobre o Goiás, no Serra Dourada. O Fluminense precisa, sim, de um treinador com “cheiro de título” e, principalmente, atitude de campeão. O time tem que olhar para o banco e ver que, ali sentado, está alguém com postura de comandante e o porquê de a ter.

Na quinta, mais uma batalha. No Maracanã, às 20 horas, o Santos de Jorge Sampaolli. Sei que é bater na mesma tecla, mas não tem jeito. Galera, quem tiver como, óbvio, vá ao Maracanã e empurre o “Clube Tantas Vezes Campeão”. Engana-se que a agremiação sobreviverá a mais um rebaixamento, especialmente depois da nova política de cotas de TV (em 2020, cada participante da Série B, sendo do Clube dos 13 ou não, receberá apenas R$ 8 milhões). Uma nova queda, com certeza, será o fim do Fluminense.

Uma boa semana a todos. Fiquem com Deus. Saudações tricolores.

 

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