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Ulisses Santos: GreNal 418

Mais um capítulo neste livro centenário chamado GreNal. Será a página 418.

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No próximo domingo (17) ocorrerá na Arena o GreNal 418, clássico secular envolvendo os dois maiores clubes da região sul do Brasil e classificado como a sétima maior rivalidade do futebol mundial.

O Grêmio, até onde se imagina, virá com força máxima uma vez que tentará devolver a alegria ao seu torcedor já que teve um início inesperadamente ruim na Libertadores, atualmente é o último colocado em seu grupo com apenas 1 ponto e irá pressionado para a terceira rodada do certame sulamericano. Para o tricolor, o clássico terá o papel de colocar ordem na casa, de tirar qualquer dúvida que esteja surgindo no imaginário de seu torcedor. A pergunta que os gremistas tem feito, muitas vezes revendo jogos e gols da conquista de 2017 ou mesmo com a cabeça no travesseiro antes de dormir é: “Será que desaprendemos a jogar futebol?”

O Inter, por sua vez, teve um começo de temporada que não permitia grandes expectativas. Parte da torcida imaginava que o possível era fazer uma campanha mediana na Libertadores, uma vez que a preparação, usando o campeonato gaúcho começou com derrotas, atuações ruins, jogadores questionados, treinador “prestigiado”, ou seja, o tempo começava a fechar pelos lados da Avenida Padre Cacique. Para completar o cenário, o torneio sul-americano começaria em breve e o time estava no que era dado como “Grupo da Morte”, com o atual campeão River Plate, Allianza Lima  e Palestino. Depois de duas rodadas, o Inter é primeiro colocado no Grupo A da Libertadores e invicto a sete jogos, incluindo cinco partidas do Gauchão.

E agora GreNal 418.

De história centenária o clássico é cercado de dúvidas uma vez que o presidente Marcelo Medeiros, do Internacional, concedeu uma coletiva de imprensa dizendo-se contrariado, pois Nico Lopez – que já havia cumprido os dois jogos de suspensão recebera, em julgamento realizado nesta quinta-feira, um aumento de 2 jogos na sua pena. Esta modificação exclui o atleta – que está em ótima fase técnica – do GreNal. Foi este acréscimo que tirou do sério o presidente colorado.

Apesar do mandatário alvirrubro ter sido categórico quanto ao time que irá a campo no domingo próximo, possivelmente reserva, eu lembraria aos mais novos um fato ocorrido na decisão do Gauchão de 1997. Naquele ano, o Inter tinha no número 7 Fabiano seu mais importante jogador e a sua presença entre os escalados já era motivo de júbilo entre os colorados. Em um dos últimos dias da semana do clássico, Fabiano sofre uma lesão durante o treino. É atendido pelos médicos, erguido com dificuldades sai, nos ombros do massagista, pisando num pé só. Palavra do médico: Fabiano está fora do clássico. Não haveria tempo hábil para recuperação. A notícia abala os humores em todo o Estado. Se, de um lado, os gremistas já encomendavam a faixa de campeão, de outro, os colorados atônitos torciam por um milagre. Até momentos antes dos times surgirem no túnel, os sentimentos permaneceram inalterados. Quando saem do  vestiário quem é o camisa 7 colorado? Ele mesmo, Fabiano. Foi como um gol, foi como se o Inter fizesse ali 1 a 0. Ninguém entendia mais nada. Ou melhor, estava tudo muito claro: o Inter aplicou o maior conto do vigário ao fazer o atleta simular uma lesão. Resultado do jogo? Inter 1×0. Gol de quem? Fabiano. Inter Campeão Gaúcho.

Porque eu lembrei dessa história? E se o Inter entrar em campo com o time titular domingo? Até porque a Libertadores será retomada só em abril. Para mim, tem coisa aí.

 

Aguardemos quando o time sair do vestiário e fardado.

Que tenhamos um clássico de paz e que os times façam um bom jogo.

Um bom GreNal a todos e todas!

Saudações  Coloradas,

Ulisses B. dos Santos.

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