STF ratifica título de Brasileiro de 1987 ao Sport

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Na última sexta, transitou, em julgado, a decisão do Superior Tribunal Federal (STF) de dezembro do ano passado a qual ratificou o Sport como o único campeão brasileiro de 1987. Diante da impossibilidade de novo recurso, o Flamengo não poderá mais buscar, na justiça, também ser reconhecido como vencedor da competição.
Antes mesmo da decisão do STF, o Leão já recebia homenagens pelo feito alcançado há mais de 30 anos. Na terça passada, em solenidade na Assembléia Legislativa de Pernambuco, o presidente do clube nordestino, Arnaldo Barros, ganhou uma condecoração por parte dos deputados estaduais. Após o evento, o mandatário falou sobre a importância da conquista.
“Recebemos com muita honra e orgulho porque a luta foi intensa ao longo desses 30 anos e vencemos em campo e nos tribunais contra aqueles que tentaram subverter a ordem. Esse reconhecimento como o da Alepe mostra que o título do Sport enaltece e engrandece não só o Clube como o Estado de Pernambuco. Representa a luta e insurreição do nordestino, que luta sempre pelos seus direitos com a garra de um leão”, exaltou o dirigente.
ENTENDA O CASO:
Em 1987, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) passava por uma grave crise financeira e institucional, culminando com o anúncio que a entidade se encontrava incapaz de organizar um campeonato nacional nos mesmos moldes do ano anterior e estava tentando arranjar um patrocinador para contornar a situação. Caso não tivesse êxito, tentaria um acordo com os clubes para que bancassem as suas próprias despesas com as viagens.
Diante das dificuldades da CBF, os treze maiores clubes do país (Botafogo, Flamengo, Fluminense, Vasco, Corinthians, Palmeiras, Santos, São Paulo, Atlético-MG, Cruzeiro, Grêmio, Internacional e Bahia), juntamente com Goiás, Santa Cruz e Coritiba, criaram uma nova entidade, apelidada de Clube dos 13, para organizar a Copa União.
Como o Brasileirão de 2016 previa, para o campeonato seguinte, a participação de 28 equipes, houve uma insatisfação e protestos por parte das várias equipes que ficaram de fora do certame. Pressionada, a CBF, em 14 de julho, toma a decisão de não concordar com a seleção das agremiações que iriam participar do torneio organizado pela nova entidade e decide fazer uma competição com dezesseis clubes que ficaram de fora da Copa União e passou a se referir as duas como Módulos (Verde e Amarelo, respectivamente) e determinou que os dois primeiros colocados de cada um deles disputassem um quadrangular final para determinar o campeão brasileiro de 1987.
Essa medida desagradou as grandes equipes, que, após uma reunião, escolheram Eurico Miranda como representante para ir até a sede da CBF e dizer que não concordava com a realização do quadrangular. Ao chegar na entidade, o dirigente, na época, vice de futebol do Vasco, acabou mudando de postura e assinou um documento no qual o Clube dos 13 concordava com o quadrangular.
A CBF, então, marca as datas das partidas finais, mas a união de clubes mantém a postura de que o quadrangular final seja ignorado.Com isso, Flamengo e Internacional, respectivamente campeão e vice da Copa União, decidem não participar do quadrangular, não se apresentaram nas datas definidas e foram eliminados por WO perante Sport e Guarani, respectivos vencedor e segundo colocado do Módulo Amarelo, que fizeram os seus jogos, dos quais o Rubro-Negro se consagrando campeão brasileiro de 1987 com a chancela da CBF.

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