Ronaldo Oliveira: Mais do mesmo

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Vai ano, vem ano e o Inter se repete, permanecendo o mesmo!

Assim 2017 termina semelhante ao imemorável ano de 2016, fatídico, “quando teve sacramentado o primeiro rebaixamento de sua história” e terminará a temporada novamente com um treinador tampão.

Desta feita, mesmo que com o acesso garantido à Série A, para o certame de 2018, a três rodadas do final do campeonato em que o Inter configura como segundo colocado, na vice-liderança, entretanto o técnico Guto Ferreira não resistiu a mais um empate. Dando ênfase a máxima de trocas frequentes no comando técnico da equipe, e o Inter concluirá o ano novamente com um interino. Após a quarta partida sem vitória com três empates e uma derrota, a direção Colorada, protagonizada pelos, presidente Marcelo Medeiros e o vice de futebol Roberto Melo anunciou ao final da partida que o auxiliar Odair Hellmann comandará a equipe nos últimos três compromissos da competição.

O empate em 1×1, no duelo contra o frágil Vila Nova, que aconteceu no último sábado, as 16h30, no estádio Beira-Rio foi fatal para as pretensões do ex-técnico Colorado, que além de ocasionar a perda da liderança da Série B, incidiu em retardar mais uma vez as pretensões do clube. Ao não passar de 64 pontos diante de mais de 33 mil expectadores que quase lotaram o Beira-Rio e de quebra ainda frustraram as expectativa de atingir o acesso matemático, a tão almejada Séria A.

O Inter entrou em campo teoricamente com o que havia de melhor, em se tratando de recursos humanos, a sua disposição dado as ausências de Klaus e Cuesta entre outros assim escalado com Danilo Fernandes; Cláudio Winck, Thales, Léo Ortiz e Uendel; Rodrigo Dourado, Edenílson, D’Alessandro, William Pottker e Eduardo Sasha; Damião.

E como era de se esperar, pelo menos para o desejo da torcida abriu o placar, aos 12 minutos do primeiro tempo, com gol de Cláudio Winck após a cobrança de falta de  D’Alessandro, Rodrigo Dourado evita a saída da bola e acerta Alemão sobrando diante do gol e Claudio Winck, tem o simples trabalho de balançar as redes marcando 1 a 0 Inter.

Entretanto o que poderia ser um belo espetáculo diante de sua torcida, aos poucos passou a dar lugar à tônica tão repetida em 2016, e igualmente ao longo de 2017. A equipe vai se acomodando na tal zona de conforto, buscando administrar o resultado e assim cedendo espaço ao adversário. De modo que diante da  condição dos anfitriões terem abandonado a vontade de jogar futebol, como é dito na várzea, não existe time bobo principalmente na então dita “segundona”, como era chamada antigamente a então série B. E no inicio da segunda etapa, o Vila Nova, que voltou melhor do vestiário, aos já aos três minutos iguala o placar também após uma cobrança de falta para a área Colorada, Thales afasta de cabeça sem conseguir tirar da área, e Ruan apanha a sobra de voleio surpreendendo Danilo Fernandes, que mal colocado juntamente com Edenílson este que não completou o corte de Thales ficando a observar Ruan, que de voleio marca o gol de empate para o Vila Nova, 1 a 1.

E aos poucos, a mediocridade, que custou o cargo do timoneiro Colorado se instaura no Beira-Rio e uma partida que iniciou fácil, contra um adversário frágil, assume proporções dramáticas até o fim. A exemplo destaca-se aos 35 minutos, quando o pânico novamente ronda a defesa Colorada, como se já não bastasse as falhas múltiplas que redundaram no gol de empate em mais uma blitz do ataque do Vila Nova.  Alan Mineiro deixa Maguinho na cara do gol, no entanto, dessa vez a sorte esteve a favor do Inter, pois o jogador chutou em cima do goleiro e ainda perde o rebote dado o pé salvador de Uendel que arremata para escanteio.

Deste modo, ao som das vaias da torcida Colorada, diante de 33.088 pagantes, em mais um blecaute da equipe Colorada, aos poucos a partida vai chegando ao fim, se encaminhando a mais um fracasso do Inter em pleno Beira-Rio. Em uma partida que foi sofrível até o final!

Em fim percebeu-se novamente uma equipe atrapalhada, sem ambições maiores ao longo da partida, apresentando falhas inadmissíveis de fundamentos de futebol em todos os setores do time. Tanto na defesa a exemplo o gol onde o back escorara para frente invés de mandar para a lateral. Também há a insistência de cruzamentos para área, cometidos pelo ataque que sempre cruzam nas mãos do goleiro ou para fora em tiro de meta, ou lateral, desperdiçando oportunidade. Igualmente o meio de campo, que se apresenta de modo burocrático sem criatividade, onde a bola passa da direita para esquerdo e vice-versa, ou acontece o velho “tapa” para trás, insuportável, iniciando tudo novamente sem jogadas audaciosas que busquem surpreender a defesa adversária. Esses são os problemas mais redundantes, entre vários que poderiam ser citados

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