Renato teria pedido demissão de Bolzoni: "Ou ele sai, ou eu (Portaluppi) me retiro" diz ex-médico do Grêmio

Na tarde deste sábado, o ex-médico do Grêmio, Márcio Bolzoni, concedeu entrevista para as rádio Bandeirantes e Gaúcha sobre sua demissão. Segundo ele, o seu desligamento do departamento médico do Grêmio se deve ao resultado do clássico contra o Inter, quando a equipe de Odair Hellmann acabou derrotando rival por 1 a 0 com gol do volante Edenilson. Bolzoni afirmou que Renato Portaluppi pediu a sua demissão e não a justificou. O médico ainda criticou o poder dado ao técnico gremista que por sua vez teria ainda afirmado “Ou ele (Bolzoni) sai, ou eu (Renato Portaluppi) me retiro”.
Ainda no domingo (16), a reportagem da Revista Esportiva entrou em contato com o ex-medico do Grêmio que ainda não tinha recebido o comunicado oficial de demissão e não sabia de nada do que estava acontecendo. De férias na Itália, Bolzoni chegou na sexta feira.
“Estou na Itália. Sexta devo ser comunicado oficialmente, daí falamos.” Disse Bolzoni a nossa reportagem.

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Posted by David Pires Paz on Sunday, September 16, 2018

Bolzoni revelou à rádio Gaúcha, que não houve uma justificativa e ele recebeu a notícia primeiramente pela imprensa (nossa reportagem).

“Eu não sei por que fui demitido. Não sei por que o doutor Felipe do Canto foi demitido. Não nos foi dada nenhuma explicação. Acho interessante que tu tenhas começado a manifestação dizendo que na semana passada nós fomos demitidos, já que eu não estava em Porto Alegre e não fui comunicado. Ou seja, a imprensa noticiou a minha demissão uma semana antes de eu saber”, – relatou o médico.
“Não me foi dada nenhuma razão. Ontem, o ex-presidente Duda Kroeff, pessoalmente, me disse que o Renato pediu a nossa demissão. Eles atenderam porque o Renato colocou que ou nós ficávamos ou ele saía. O próprio Renato não deu uma justificativa da decisão. No meu modo de ver, uma atitude que talvez tentasse tirar o foco do mau resultado do Gre-Nal ou algo do tipo”, – disse Bolzoni.

O médico criticou a postura do clube em aceitar o pedido do treinador. Bolzoni ainda afirmou que nunca teve problemas de relacionamento com Renato.

“Eu acho muito delicado quando se dá o poder ao treinador de decidir todas as coisas do clube. Essa interferência em áreas técnicas, onde o treinador não tem a menor condição de opinar, de conhecimento para interferir, claro que surpreende. Quero dizer que nunca tivemos  problema de relacionamento com o Renato. Ele tem a sua maneira de atuar, de fazer os seus gestuais, as suas reações. Mas é a terceira vez que o Renato passa pelo Grêmio. Nós trabalhamos com o Renato há mais de cinco anos, se somar tudo. Nunca houve nessa relação qualquer coisa que nós pudéssemos prever um final como esse”, — desabafou.

Por outro lado, o vice-presidente de futebol do Grêmio, Duda Kroeff, negou que a dispensa da equipe médica do clube tenha sido um pedido do treinador Renato Portaluppi.
“Resolvemos mexer no departamento médico, fazer uma reestruturação. O Renato se queixava, mas não pediu a cabeça. Tudo no futebol a gente decide assim: Renato, André Zanota, Deco Nascimento, Alberto Guerra, Duda Kroeff, Carlos Amodeo e o presidente Romildo Bolzan. Nessa ordem”.
Ainda no domingo, o narrador Pedro Ernesto Denardim, em sua coluna do site GZH, escreveu que um dos motivos poderia ser André, pois antes do Gre-Nal se quixava de dores e isso não teriam sido levadas em conta pelo departamento médico – o jogador teve rendimento abaixo do esperado. Além disso, o adiamento de uma cirurgia em Jael, porque Bolzoni estava em férias, teria irritado Renato Portaluppi.

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