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Para analista, favoritismo no Brasileirão independe da fórmula de disputa

Segundo Mauro Cezar Pereira, Flamengo continua sendo o melhor do torneio sendo em dois turnos ou mata-mata

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Diante da indefinição de quando a bola voltará a rolar por conta da pandemia de coronavírus, existe a possibilidade, apesar do diretor de competições da CBF, Virgílio Elísio, garantir a manutenção das 38 rodadas, de o Campeonato Brasileiro, em 2020, deixar a fórmula dos pontos corridos e ser disputado com era até 2002, ou seja, com uma fase classificatória de turno único e, na sequências, realizações de vários mata-mata para se definir o campeão. Neste domingo, em uma videoconferência no Uol Esporte, da qual também participaram Eduardo Tironi, Arnaldo Ribeiro e Juca Kfouri, o analista Mauro Cezar Pereira disse que, independente da fórmula escolhida, não há há qualquer mudança em relação a se apontar o favorito ao título, Para o analista, o Flamengo segue sendo o grande candidato a levar a taça.

“Se virarem a mesa e fizerem o turno único ou mata-mata, o Flamengo vai ser favorito do mesmo jeito. Então até essa tentativa de alguns de tentar ser mais competitivo em campo, nivelando por baixo a disputa tecnicamente, ela é absolutamente tacanha”, disse o comentarista, que, de forma irônica, enumerou as condições necessárias para o Rubro-Negro frustrar as suas expectativas.

“A não ser que o Jesus vá para Portugal, que o Arrascaeta queira parar de jogar futebol, que o Gabigol entre em depressão e não faça mais gols, que o Bruno Henrique resolva fazer outra coisa da vida, aí pode ser que o Flamengo fique fraco, mas com o time atual e com o técnico atual, vai ser favorito do mesmo jeito”, declarou o jornalista.

Ainda durante a videoconferência, Mauro Cézar Pereira aproveitou para criticar uma possível omissão da CBF quanto ao futuro da temporada do futebol nacional e a uma certa subserviência dos clubes, especialmente aqueles que, segundo ele, desejam ter qualquer tipo de oportunidade para acabar com a soberania do Flamengo.

“Espanta a omissão dos dirigentes e da CBF. Semana passada, o Walter Feldman, que é o secretário-geral da Confederação Brasileira de Futebol, deu uma entrevista no SporTV: ‘Estamos esperando, faremos uma reunião’. É tempo perdido. O risco vai aumentar e os clubes, subservientes e omissos, estão preocupados com nada, pelo jeito, ou preocupados em mudar o regulamento do Brasileirão para terem uma chancezinha”, finalizou.

A partir da próxima quarta-feira, 1º de abril, os clubes darão férias de 20 dias aos jogadores. A tendência é que, em meados de maio, os Estaduais sejam reiniciados e o Brasileirão comece apenas em junho.

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