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O tempo que os jogos tinham mais de cem mil pessoas na torcida

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Eu era um adolescente, prestes a me alistar para o Serviço Militar. Futebol era o que eu gostava e fazia na vida, eu era fanático sim. Meu sonho estava sendo realizado, assistir Santos versus Corinthians, e naquela época, os clássicos eram no Morumbi. Capacidade de mais de cem mil pessoas, e dividiram no meio, tinha uns sessenta mil santistas de um lado e sessenta mil Corintianos do outro.

Corinthians tinha Sócrates, Palhinha, Zenon, Biro-Biro … Santos tinha Ailton Lira, Pita, Juary, João Paulo, Nilton Batata … e as torcidas davam um show nas arquibancadas. Um jogo com cento e vinte mil pessoas, tremia o chão literalmente, eu estava rouco de gritar o tempo todo. Experiência inesquecível, Futebol bem jogado, não havia pancadaria na saída, acabava o jogo e todo mundo ia embora para casa. Tempos bons, valia a pena sair de casa, pegar ônibus, metrô, comer pão com calabresa na entrada do Estádio, ás vezes tomar chuva, sol de rachar, o espetáculo compensava os gastos financeiros e desgastes físicos, era um sonho que eu tinha na adolescência.

O jogo foi 0x0, abertura do Paulistão, não lembro o ano, mas faz tempo, década de 80, mas, cada lance de categoria do Pita, do Sócrates, do Ailton Lira, do Zenon, era tão bonito quanto um gol, e a torcida gritava “olé”. Os craques ficavam dez, vinte anos em seus clubes, jogavam com amor à camisa, o Paulistão “bombava” como se diz hoje em dia. Espero que essas arenas novas, possam um dia ter capacidade para mais de cem mil pessoas, é outra coisa, outro tipo de espetáculo, imperdível.

Por: Vladimir Godoy Lourenço

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