Moisés revela a mudança feita por Felipão que “os jogadores se adaptaram muito bem”

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Moisés superou duas cirurgias e vive um de seus melhores momentos técnica e fisicamente no Palmeiras. Em seu primeiro ano pelo clube, 2016, foram 39 jogos e o título de campeão brasileiro. Na temporada seguinte, o palestrino fez 22 partidas e participou da campanha do vice-nacional. Agora em 2018, já são 45 duelos para o meio-campista.

Meio-campista sim, não meia nem volante. À Gazeta Esportiva, o atleta que usa a camisa 10 explicou suas preferências táticas e como começou a ‘avançar’ no campo até chegar à função de armador. E deixando o passado de lado e vislumbrando o futuro, o Profeta já reservou até um espaço para tatuar os títulos que podem ser conquistados até dezembro: Campeonato Brasileiro e Copa Libertadores.

Lembro de você nas suas entrevistas coletivas sempre comentando da sua preferência de jogar como volante. O Felipão chegou e você está sendo um meia armador do time, às vezes mais recuado, e está indo muito bem nessa função. Ele fez você mudar sua ideia de como jogar nesse time?

Sempre falei que gosto mais de jogar como segundo volante, ou até primeiro, mas nunca escondi que tenho essa facilidade de jogar como meia. Foi assim na Portuguesa, aqui em 2016. Em 2017 eu também fiz várias partidas assim. Não fujo dessa responsabilidade quando eu jogo. Independentemente de eu jogar bem ou mal, posso ser cobrado, porque sempre me dispus a fazer essas funções. Aonde eu sinto que meu futebol mais rende e eu consigo ajudar a equipe é como volante, mas para mim não há problema algum, sou um jogador de equipe e onde o Felipão, ou qualquer outro treinador, me escalar eu tentarei fazer meu papel da melhor maneira possível.

Em que momento você descobriu essa facilidade de jogar em qualquer setor do meio-campo. Teve algum treinador ou passagem específica em algum clube?

Tive a felicidade de os treinadores que eu peguei no meu começo de carreira, Givanildo de Oliveira principalmente, serem técnicos que gostavam de jogar com três homens no meio que saiam ao ataque, então seu sempre fui esse volante que saía muito apara o jogo. Em alguns momentos na base eu joguei como meia, por ser um atleta mais técnico, e eu acabei levando isso para a minha carreira. Quando eu cheguei na Lusa em 2012, para o Brasileiro, estava sem meio-campo, então eu, que tinha sido contratado para ser volante, acabei jogando todo o campeonato como meia. Isso me ajudou a ganhar experiência e aprender um pouco mais da função. Claro que as características ainda são diferentes entre o Lucas Lima, Scarpa, Guerra e eu. Sou um jogador com mais mobilidade, mas eles são meias mais característicos, de dar uma assistência, passes mais curtos, sabem jogar um pouco mais de costas do que eu, mas cada um na sua função tentamos fazer o melhor para a equipe.

Postei no Twitter que faríamos uma entrevista exclusiva e pedi aos torcedores que mandassem perguntas que quisessem. Em tom bem-humorado, um deles perguntou onde você vai tatuar as taças Libertadores e do Brasileiro. Já sabe onde fará se os títulos vierem?

Caso venham esses títulos, ficarei muito feliz. A do Brasileiro é simples, eu deixei um espaço aqui e agora é só colocar os números. Coloco uma vírgula e acrescento os números. Agora a da Libertadores será no braço também, ainda não sei se será no direito, esquerdo, mas com certeza terei uma marca registrada caso venha esse título tão esperado.

Falando um pouco das mudanças que o time teve com o Felipão em relação ao período com o Roger Machado. Vejo bastante os jogadores batendo na tecla do emocional, do vestiário, mas eu quero saber de você o que mudou no trabalho do dia a dia, em campo, o que vocês treinam na Academia de Futebol.

Tem uma mudança tática também. O Felipão tem uma forma de jogo diferente do que o Roger pensava. Não que um seja certo e o outro errado, mas cada um tem sua forma de pensar futebol e do jeito que o Felipão gosta se adaptou muito bem aos jogadores a equipe. Conseguimos os resultados e isso é muito importante. Quando você tem sequência de resultados, pega confiança. E chegou um treinador que tem um espírito de campeão e conquistou tudo onde passou. Isso ajuda. Sabemos que quando você olha para o banco e você vê um cara vencedor igual ele, cobrando e doido para vencer, que não se acomoda em momento algum, a equipe abraça esse espírito dele. Juntos temos feito uma temporada maravilhosa.

A gente não acompanha muito os treinos no dia a dia, porque em sua maioria são fechados para a imprensa. Qual a função no dia a dia do Paulo Turra e do Pracidelli? Pelo pouco que os jornalistas podem acompanhar, às vezes parece que o Turra é quem mais comanda o treino e mais fala com vocês. É por aí mesmo?

Os três são bem participativos, mas o Turra tem uma proximidade maior com os jogadores, sempre pós-treino pega algum setor para fazer um pouco mais de consciência tática, algum trabalho específico. Mas os três são pessoas que pegam um, conversam, pegam outro. As vezes o Felipão está com um, o Carlão com outro. É um trio que trabalha bastante e tem dado muito certo.

Você renovou com o Palmeiras recentemente logo após receber sondagens do mundo árabe. Em uma eventual conquista da Libertadores, você pensa em deixar no Palmeiras apenas se fosse para jogar em um time gigante da Europa, de grande porte, ou a parte financeira pode influenciar também para jogar em um meio um pouco mais fraco?

Estou muito feliz aqui, adaptado. Minha família também está muito bem então nesse momento não tenho vontade nenhuma de sair do Palmeiras, tanto é que renovei. Recebi ofertas financeiramente muito boas para sair agora no meio do ano e junto com a diretoria, conversando com a minha família, achamos que, mesmo abrindo mão de uma parte financeira, resolvemos ficar aqui. Acredito muito no projeto, no trabalho que vem sendo feito, não de agora, mas já de alguns anos. Acredito que esse projeto será muito vencedor e quero fazer parte disso. Estou muito feliz, contente e espero ficar e cumprir meu contrato.

Gustavo

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