Felipão fala sobre a vitória contra o Corinthians, sobre Deyverson e a atuação e as mudanças no time

Luiz Felipe Scolari fala sobre a vitória:

“Sobre o jogo, acho que o resultado premiou a equipe que mais tentou fazer o gol, que mais queria fazer esse gol. O Corinthians também queria fazer o gol, mas um pouco mais fechado”.

“Sobre o Deyverson, conversamos com o Marcos na beira do campo porque estava existindo um clima de confusão dentro de campo e optamos por tirá-lo”.

“A vitória de número 200 é importante para mim, para o Palmeiras, e mais importante para ficarmos naquele grupo que busca o campeonato. O time que joga, eu já disse a vocês, tenho os dados e vou examinando para ver quem coloco no primeiro tempo, quem vai entrar… Por enquanto vai dando certo”.

Luiz Felipe Scolari:

“Eu sou da casa, é a terceira vez que estou no Palmeiras. Embora do Sul, eu me sinto palmeirense pelo trabalho e pelo coração. Me receberam como sendo uma pessoa da casa. Segundo que o trabalho anterior ao meu tinha base. Aproveitei essa base e dei algumas retocadas no sentido de ambiente, amizade, carinho. Depois, pela dificuldade que a gente tem por jogar os três campeonatos, fui aproveitando os dados que me fornecem para ir trocando jogadores. Vem dando certo. Fora isso tudo, tenho que agradecer ao Paulo Turra e ao Carlos Pracidelli, que têm feito o trabalho diário, de acordo com o planejamento, para dar equilíbrio e identidade à equipe. Gerenciei algumas coisas e coloquei meu conhecimento, a minha experiência. Nada mais”.

Luiz Felipe Scolari:

“O Palmeiras tem que jogar futebol. Não tem que brigar com o Corinthians. Tem que emparelhar a vontade do Corinthians, mas jogar futebol, não brigar, não entrar em confusão. Hoje, em muitas situações, puxamos o freio de mão para não brigar e jogar mais”.

“Nós tínhamos algumas situações envolvendo A, B… Jogador A brigou com o B, jogador C faz isso dentro de campo, menospreza… Temos que procurar alternativas e dizer que futebol não é assim. Lembram quando o Edilson fez aquelas embaixadinhas? Eu fiquei bravo com ele? Não, levei para a Copa, porque era muito bom. Ele fez o que tinha que fazer para o clube dele. Tem algumas coisas que a gente tem que desmistificar perante os jogadores”.

Luiz Felipe Scolari:

“Sim (a chegada de Jair mudou o planejamento). Quando vi que o tempo do Jair era muito curto. Ia jogar com o Artur pela direita, mas pensei no Dudu. Pensamos em segurar mais o Mayke e deixar o Marcos jogar. Fizemos uma ou outra troca imaginando que o Jair não teria possibilidade de mudança tão repentina. Acho que surtiu efeito”.

Luiz Felipe Scolari, sobre Deyverson:

“Eu pergunto para ti o que eu tenho que fazer para mudar algumas coisas do Deyverson. Ainda tenho que mudar algumas coisas. No futuro, posso até ser lembrado por ele se conseguir mudar algumas situações que não pegam bem dentro e fora do campo. Ainda tenho que conversar com o Deyverson. Mas, dentro de campo, ele se dedica. É um centroavante que não perde bola aérea. A gente só dá a chance. Agora não tenho o Deyverson para os próximos três jogos, então tenho que ajustar alguma coisa, mas isso é um assunto interno”.

Luiz Felipe Scolari:

“Se tivesse em um patamar acima dos outros clubes, o Palmeiras estaria em primeiro lugar. Não está acima, está igual a muitos clubes e estamos brigando”.

Luiz Felipe Scolari:

“Faltou pouquinho para eu colocar o Papagaio hoje. Joga bem, é inteligente, protege bem a bola. Tenho jogadores para colocar ainda à medida que precise. Hoje jogou Thiago, jogou Moisés, Willian, Dudu… Tenho que fazer esse revezamento, fazer trocas para ter todo mundo em condições”

Luiz Felipe Scolari:

“Preciso ajustar alguns procedimentos ainda do nosso time, fora do futebol. Dentro de campo está tudo bem organizado, com o Carlos, com o Paulo, com o nosso preparador, com nosso centro nos dando condições, está tudo bem. Preciso ajustar algumas situações que não são de dentro de campo. É o que me preocupa, porque para a gente ganhar precisa ter cabeça boa. Aí vocês podem perguntar: como cabeça boa se tu foi expulso? Sei disso. Fui expulso porque não concordei duas vezes com os critérios, era essa a minha cobrança, mas cada um, cada um”.

Por: Gustavo Henrique

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