Em entrevista à rádio GreNAL Pinga relembra título de 1992

 

Aquele 13 de dezembro de 1992  foi um dos dias mais angustiantes na história colorada. Somente aos 38 minutos do segundo tempo o “coração colorado” se tranquilizou com o gol de Célio Silva em cobrança de pênalti carimbando o título da Copa do Brasil de 1992.

Na oportunidade , Célio não era o batedor oficial, era apenas a sexta opção entre os batedores de pênalti daquele time que tinha o centroavante Gerson como o principal batedor . Porém o atacante colorado, artilheiro da Copa do Brasil daquele ano, já havia sido substituído.

Como ninguém mais assumiu a responsabilidade, Célio Silva foi lá e decidiu para o Inter com um chute forte e rasteiro mas que fez parar a respiração de todos os colorados presentes no estádio ou onde quer que estivessem( Célio praticamente chutou grama junto com a bola e o goleiro Jeferson quase defendeu a penalidade com a ponta do pé). Gol colorado , vibração e comoção nas arquibancadas e o primeiro título do certame . No final da partida o Fluminense ainda teve a oportunidade de empatar , mas os “deuses” do futebol estavam com o Inter naquele dia.

Personagem tão importante quanto Célio Silva naquele dia por que ele foi quem sofreu o tão discutido pênalti, o ex-zagueiro colorado Pinga, concedeu entrevista a Rádio GreNal relembrando como foi àquele jogo memorável.

Pinga já foi um grande jogador de futebol do Internacional que quase teve sua carreira comprometida por causa de uma lesão no joelho sofrida em um GreNal onde o atacante Fernando do co-irmão esteve envolvido no lance. Foram praticamente dois anos de recuperação e muitos desafios mas Pinga conseguiu recuperar-se e além de ter vencido a Copa do Brasil de 1992 com o Internacional, ganhou também em 1995 com o Corinthians.

Acompanhe as palavras do “grande Pinga”

Sobre a partida no Rio de Janeiro

“A gente passou por muitas dificuldades no Rio de Janeiro. Muitas coisas que ninguém sabe. Aquecemos no meio da torcida, por exemplo. Foi sofrido, com muita pressão, mas isso nos motivou ainda mais.”

“Foi um sacrifício do ônibus até o vestiário. Colocamos o fardamento agachados, pois o vestiário era em baixo da arquibancada. A estratégia do #Fluminense não era jogar de igual pra igual.”

Sobre a maturidade do grupo vencedor de 1992

“A experiência dos nossos jogadores fez toda a diferença pra a gente ter conseguido ganhar. Foi fundamental, pois as dificuldades eram muitas.”

Sobre a comparação com o time de hoje

“Assim como agora, a gente tinha jogadores que faziam a diferença. A defesa também era um técnico e um de força. Foi uma zaga que marcou e podemos comparar com Moledo e Cuesta.”

Sobre a paixão do torcedor colorado

A torcida sofreu muito, aprendeu com isso e hoje coloca esse amor em cantos e gritos. Os jogadores sabem que sempre terão o apoio. Aqui no Beira-Rio, é difícil alguém jogar de igual pra igual e vencer o Inter.”

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