Dono da Crefisa penhora imóvel de ex-presidente do Palmeiras

A Justiça de São Paulo rejeitou novo pedido de José Roberto Lamacchia, dono da Crefisa, para penhorar o título de sócio do Palmeiras de Arnaldo Tirone, ex-presidente do clube. O proprietário da patrocinadora alviverde, porém, conseguiu a penhora de uma sala comercial pertencente ao ex-presidente no Sopping Ibirapuera

O empresário obteve na Justiça a condenação de Tirone para pagar mais de R$ 400 mil, levando-se em conta correções, referentes a um empréstimo que o marido de Leila Pereira alega ter sido feito e não quitado. O ex-presidente não chegou a se defender no processo.

No último dia 17, advogado de Lamacchia, conselheiro do clube assim como Leila, alegarou à Justiça que o imóvel penhorado está avaliado em R$ 400 mil. E que, como a dívida era naquele momento de R$445.086,35 por seus cálculos, deveria ser reconsiderado o pedido de penhora do título de sócio palmeirense do ex-cartola. O dinheiro arrecado com o título completaria o pagamento.

No último dia 17, advogado de Lamacchia, conselheiro do clube assim como Leila, alegarou à Justiça que o imóvel penhorado está avaliado em R$ 400 mil. E que, como a dívida era naquele momento de R$445.086,35 por seus cálculos, deveria ser reconsiderado o pedido de penhora do título de sócio palmeirense do ex-cartola. O dinheiro arrecado com o título completaria o pagamento.

Na nova tentativa, foi lembrado que o juiz havia negado envolver o patrimônio de Tirone referente ao Palmeiras sobretudo pelo momento político que o Palmeiras vivia à época. Em seguida veio o argumento de a decisão se referia à eleição para a presidência do clube. Como o pleito já ocorreu, o advogado de Lamacchia sustentou que ”não há mais que se falar em tensões políticas capazes de justificar o indeferimento da constrição”.

Em 18 de janeiro, o juiz Fernando Henrique de Oliveira Biolcati rejeitou o pedido. ”Embora passadas as eleições presidenciais do clube, é fato público e notório que o executado é ex-presidente da instituição. É secundário, portanto, o caráter patrimonial da sociedade, o qual, primordialmente, confere-lhe acesso às dependências do clube que presidiu”,escreveu o magistrado. Em seguida, no entanto, ele ressalta que o veto à penhora não é permanente. ”O entendimento deste juízo, contudo, é de que o exequente não esgotou meios menos gravosos ao executado de obtenção de seu crédito”.

Na última segunda (11) Lamacchia pediu que fosse indicado um perito judicial para avaliar o imóvel penhorado de Tirone. A Justiça havia determinado que o credor apresentasse três avaliações de corretores imobiliários sobre a sala comercial. O juiz, então, indicou um perito com honorários estipulados em R$ 3.000.

Procurado por meio de sua assessoria de imprensa, Lamacchia afirmou apenas: ”meus advogados defendem meus direitos”. Por sua vez, Tirone não respondeu sobre o assunto. Porém, de acordo com fonte próxima a ele, o ex-dirigente ficou surpreso com as notícias sobre o processo e acredita que a atitude de Lamacchia tenha cunho político. O patrocinador nega ter motivações políticas no caso. Segundo a mesma fonte, o ex-presidente tentou contato com os advogados do empresário e com o próprio, incluindo o envio de um telegrama, mas não obteve resposta.

O blog apurou que Tirone considera que seu título de sócio do Palmeiras tem valor sentimental inestimável, não comercial, já que o recebeu de presente de seu pai aos cinco anos de idade, em 1955.

 

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