Contra a espanholização? Simples, ousadia

Colunista Maximilian Pimenta dá o seu ponto de vista sobre o motivo alegado por vários clubes pelos maus resultados dentro de campo

Ao golear o Grêmio por 5 a 0 na última quarta, no Maracanã, o Flamengo garantiu, depois de 38 anos, a presença na decisão da Taça Libertadores da América. O troféu ainda não está garantido, mas a vaga no maior torneio do futebol continental é mais um momento mágico na história recente do Rubro-Negro. Para os adversários, porém, isso tudo é fruto é do que eles chamam de “processo de espanholização” implantado, especialmente, pela discrepância na divisão de cotas de transmissão da Rede Globo de Televisão no Campeonato Brasileiro.

É realidade que bom senso é algo que passou longe na avaliação da “Vênus Platinada”, mas existe um antídoto para minimizar ou extinguir esse abismo: ousadia.

Muitos clubes alegam que somente a associação em massa poderá retomar o equilíbrio no futebol. Agora, como exigir que um torcedor deposite, a cada 30 dias, uma quantia se não ver o resultado desse investimento? Como querer que um apaixonado pague para ter direito de ir aos jogos, mas, ao sentar nas arquibancadas, ver atletas que, com todo o respeito, estão longe de ter a capacidade de vestir um uniforme da grandeza do clube pelo qual se dedica a vida inteira?

Aos “chorões” e “reclamões”, um conselho. Somente a ousadia, o pensar grande, o cheiro de título é capaz de acabar com a dita “espanholização no futebol”. Está passando dificuldades financeiras? Não dá para contratar onze craques? Então, saiba usar o escasso dinheiro. Ao invés de sete, oito jogadores medianos, contratem dois ou três diferenciados. Podem ter certeza, esses poucos vão agitar as arquibancadas, aumenatr a arrecadação e, em um futuro bem próximo, a grana voltará.

Repito o que disse em um post anterior. Parem com esse complexo de Hardy Ha Ha, de Vira-Lata. Depois, não reclamem.

Abraços. Fiquem com Deus.

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